A cesta básica em Fraiburgo apresentou forte aumento em setembro de 2026, alcançando o valor de R$ 762,40. O custo ficou R$ 61,78 mais alto em comparação a agosto, quando a cesta era comercializada por R$ 700,62. O resultado representa uma alta de 8,82% no mês e coloca setembro como o segundo maior valor da série histórica iniciada em 2022.
A pesquisa é realizada pela Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), por meio do curso de Administração de Fraiburgo e do Laboratório Júnior, seguindo metodologia semelhante à utilizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). O levantamento é coordenado pelo professor Leandro Hupalo.
O principal responsável pela elevação do custo da cesta foi a carne bovina. O produto registrou aumento de 18,36% em setembro e acrescentou sozinho R$ 51,19 ao valor total da cesta básica. Atualmente, a carne representa 43,28% de todo o custo dos produtos pesquisados.
Além da carne, outros itens apresentaram aumentos significativos, como o tomate, com alta de 22,45%, a batata, que subiu 21,67%, a farinha de trigo, com avanço de 15,92%, e o feijão preto, que registrou aumento de 11,37%.
Por outro lado, alguns produtos contribuíram para amenizar parcialmente a pressão sobre o orçamento das famílias. O café apresentou queda de 17,29%, seguido pelo pão francês, com redução de 15,46%, e pelo açúcar, que ficou 4,73% mais barato.
Na comparação dos últimos 12 meses, a cesta básica acumula alta de 15,57%, reforçando a tendência de aumento do custo de vida observada ao longo do período.
Os dados também revelam o impacto da alimentação no orçamento dos trabalhadores. A cesta básica compromete atualmente 47,03% do salário-mínimo de R$ 1.621,00. De acordo com os cálculos do DIEESE, o salário-mínimo necessário para atender às necessidades de uma família composta por dois adultos e duas crianças seria de R$ 6.404,93, quase quatro vezes o valor vigente.
O levantamento destaca ainda a importância da pesquisa de preços pelos consumidores. Entre os quatro supermercados avaliados em Fraiburgo, a diferença entre o estabelecimento mais caro e o mais barato foi de 9,28%, indicando possibilidade de economia significativa na compra dos produtos essenciais.
Painel completo com a série histórica:






