Evento realizado em 6 de outubro reuniu acadêmicos, docentes e egressas do curso para socializar resultados, reconhecer iniciativas de destaque e evidenciar o impacto da extensão universitária na comunidade. Desde 2025, a Biomedicina da UNIARP já desenvolveu 31 projetos, com mais de 2,8 mil pessoas atendidas presencialmente e 26.000 pessoas alcançadas de forma virtual.
O Curso de Biomedicina da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP) realizou, no dia 6 de outubro, o SUMMIT Biomed 2026, evento dedicado à socialização, à avaliação e ao reconhecimento dos projetos de extensão curricularizada desenvolvidos pelos acadêmicos ao longo do semestre. A iniciativa marcou o encerramento do ciclo de atividades extensionistas do ano de 2026, proporcionando um espaço de compartilhamento de experiências, apresentação de resultados e valorização do compromisso social da formação biomédica.
Mais do que apresentar os resultados alcançados, o SUMMIT Biomed evidenciou como a extensão universitária aproxima o conhecimento científico das necessidades da comunidade. Por meio dos projetos, os acadêmicos têm a oportunidade de vivenciar situações reais, desenvolver competências técnicas e socioemocionais, aprimorar a comunicação e o trabalho em equipe e compreender o papel do profissional biomédico na promoção da saúde e na transformação social. Esta temática foi reforçada pelo Profº Dr. Éric Diego Barioni, Presidente da Associação Brasileira de Educação em Biomedicina, palestrante oficial da abertura do evento.
O evento contou, ainda, com a participação de três egressas do curso: as biomédicas Gabriela Martinez Zarpelon, Marina Zir e Kawane Ribeiro França. A presença das ex-acadêmicas reforçou a importância do vínculo entre a Universidade e seus egressos, além de demonstrar a continuidade da trajetória formativa para além da graduação. O encontro também possibilitou a troca de experiências entre diferentes etapas da formação profissional, aproximando os acadêmicos das possibilidades de atuação e dos desafios encontrados no mercado de trabalho.
Projetos de destaque e reconhecimento acadêmico
Durante o evento, a banca avaliadora, composta pelas egressas do curso, reconheceu os projetos que mais se destacaram no ciclo de extensão curricularizada. O primeiro lugar ficou com o projeto Netinhos, seguido pelo Saúde sem Fronteiras, em segundo lugar, e pelo Mundo LEAC, que conquistou a terceira colocação.
O reconhecimento valorizou o trabalho desenvolvido pelos acadêmicos e tutores, considerando a relevância das ações, o envolvimento com a comunidade e os resultados alcançados. O ranking também contribui para estimular o aprimoramento contínuo dos projetos, a troca de experiências entre as equipes e a disseminação de práticas extensionistas que possam inspirar novas iniciativas.
Outro momento importante foi a premiação da acadêmica Isabella Alves da Silva, do oitavo período, como melhor líder extensionista do ciclo. Tutora do projeto Netinhos, Isabella foi reconhecida pelo trabalho de liderança e pelo envolvimento na condução das atividades. A premiação destaca a importância do protagonismo estudantil na extensão universitária, valorizando acadêmicos que assumem responsabilidades, mobilizam equipes e contribuem para que os objetivos dos projetos sejam alcançados.
Resultados que demonstram o alcance da extensão
O ciclo 2026/2 contou com sete projetos de extensão curricularizada, envolvendo 130 acadêmicos e dez parceiros institucionais. As ações alcançaram mais de 200 pessoas nos municípios de Caçador, Macieira e Timbó Grande. Entre as iniciativas desenvolvidas, duas tiveram como foco populações em situação de vulnerabilidade social, enquanto outra apresentou caráter internacional, ampliando as possibilidades de intercâmbio de experiências e de atuação extensionista.
As atividades também se alinharam a sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU): Saúde e Bem-Estar (ODS 3), Educação de Qualidade (ODS 4), Trabalho Decente e Crescimento Econômico (ODS 8), Indústria, Inovação e Infraestrutura (ODS 9), Redução das Desigualdades (ODS 10), Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS 11) e Parcerias e Meios de Implementação (ODS 17).
Além do impacto social, os projetos fortalecem a produção acadêmica e científica do curso. Ao longo do semestre, foram registrados 15 textos científicos em produção, entre artigos e resumos destinados ao Seminário de Desenvolvimento do Ensino, da Pesquisa e da Extensão (SEDEPEX), além de quatro produtos extensionistas e sete apresentações. A frequência média dos acadêmicos nos encontros foi de 74%, demonstrando o envolvimento das equipes no desenvolvimento das atividades.
O acompanhamento dos projetos é realizado pelo Sistema Institucional de Gestão da Curricularização da Extensão (SIGCE), que permite registrar indicadores, frequência e evidências das ações executadas. Somente no ciclo 2026/2, foram registradas 42 evidências, contribuindo para o monitoramento dos resultados e para o aprimoramento das práticas extensionistas.
Os números demonstram a consolidação de uma proposta pedagógica que integra ensino, pesquisa e extensão, proporcionando aos estudantes experiências que contribuem para o desenvolvimento de competências profissionais e para a compreensão das demandas sociais e sanitárias da comunidade.
O SUMMIT Biomed 2026 reafirmou, assim, a importância da extensão curricularizada como componente essencial da formação em Biomedicina. Ao socializar os resultados, reconhecer os projetos de destaque e valorizar o protagonismo dos acadêmicos, o evento celebrou não apenas as atividades realizadas ao longo do semestre, mas também o compromisso do curso com uma formação humanizada, científica e socialmente responsável.
A iniciativa evidencia que a formação biomédica se fortalece quando o conhecimento produzido na Universidade ultrapassa seus espaços acadêmicos e se transforma em ações concretas, capazes de contribuir para a saúde, a cidadania e a qualidade de vida da população.









